Cejur realiza workshop sobre artigos científicos

Procuradores e servidores da Procuradoria-Geral do Estado de Goiás (PGE) participaram na sexta-feira, 4, do Workshop “Como escrever e publicar artigos científicos”, organizado pelo Centro de Estudos Jurídicos (Cejur), ministrado pela professora Lívia Barros, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e pelo procurador e professor Cleuler Barbosa. Também participaram integrantes do mestrado profissional da PPGDP/UFG, em parceria com a PGE.

A abordagem de Lívia Barros passou por três momentos: identificar onde publicar os artigos científicos, onde eles terão um mais impacto social e acadêmico; o perfil técnico e o protocolo de formação desses pesquisadores, com incentivo à exogenia, coautoria, parceria entre as instituições e, por fim, o modelo de projeto de artigos científicos ou projeto de pesquisa.

Identificamos sete elementos básicos para qualquer projeto acadêmico e à medida que apresentamos esse modelo de como fazer, o pesquisador vai adaptar esse modelo ao trabalho científico de seu interesse”, explicou a professora. “Poderá ser um artigo científico, uma monografia, uma dissertação, uma tese, porque todos esses trabalhos partem do projeto de pesquisa”.

Cleuler Barbosa ressaltou que é preciso ter em mãos um bom projeto de pesquisa, com um tema bem delimitado, preciso, com clareza de quais referência teórica, métodos e técnicas serão usados, além dos objetivos específicos que estruturam o trabalho. “Eu apresentei alguns exemplos de projeto de pesquisa, o percurso feito pelos pesquisadores, citei o caso da glicose, pesquisado na 2ª Vara de Família em Anápolis, e sugeri não ficar só na citação direta, que é um recurso paupérrimo, mas partir para parafraseamento múltiplo, combinado com resumos e comentários do próprio autor, desenvolver, comparar, refutar, corroborar, ampliar as ideias, aquilo que você leu e preferencialmente apresentou de maneira sintética, profunda e densa em paráfrases múltiplas”, propôs. “É claro que isso é um grande diálogo de fontes”.

O procurador lembrou que o mestrado profissional em parceria com a PPGDP/UFG quer pesquisas empíricas ou minimamente aplicadas. “Para combinar estudos qualitativos e quantitativos, é preciso começar com bons diagnósticos quantitativos, ter uma boa revisão da literatura conceitual da parte qualitativa para ao final produzir um artigo que é único, deixa de ser só uma repetição dessa disputa de teses apologéticas que temos por aí. Consegue-se singularidade e qualidade de redação científica ao mesmo tempo”, destacou.